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IMPRENSA

Uma eleição, dois futuros para Portugal

Uma eleição, dois futuros para Portugal

22.01.2026

António José Seguro ou André Ventura, um dos dois será o próximo Presidente da República portuguesa. Destacaram-se por motivos diametralmente opostos nesta primeira volta da eleição presidencial - a mais concorrida de sempre na nossa história democrática - e seguem agora para um confronto direto. Desta forma, no próximo dia 8 de fevereiro, estarão no boletim de voto não apenas duas figuras, mas também dois modelos de política para o nosso futuro próximo.

Embora o Presidente da República, por motivos Constitucionais, não desempenhe um papel direto na governação, a sua magistratura de influência será fundamental para afirmar uma nova cultura política. Evocar a unidade nacional, sem prejuízo para a diferença e a liberdade individual. Promover uma estratégia suprapartidária de desenvolvimento, sem esquecer a importância da sociedade civil e da iniciativa privada. Convocar um horizonte de ambição, sem cair nas tentações do mediatismo imediato.

O exercício do mais alto cargo do país define-se, portanto, menos pelas posições do próprio em cada área de governação, mais pela dinâmica que pretende cultivar no debate público, assim como pelo perfil e caráter pessoal do Presidente. Marcelo Rebelo de Sousa não será recordado pela sua opinião sobre gestão do SNS ou modelo de privatização da TAP; antes pela ênfase que colocou nas negociações anuais do Orçamento de Estado, pelas dissoluções parlamentares e pela sua propensão para comentar a atualidade.

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